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Pai nosso que está no céu

Sábado, 17 de Abril de 2010

Pai Nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome,
vem a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal.
Amém.

Está oração é largamente difundida entre o Cristianismo, e mais recentemente no Espiritismo Brasileiro, dito Kardecista.

Incansávelmente estudada e interpretada de várias formas, existe uma farta literatura, assim como milhares de artigos na Internet, tentando descobrir seus segredos. Dizem alguns estudiosos ligados ao Cristianismo, que a primeira versão desta oração seria em Aramaico e está escrita em uma pedra branca de Mármore no Monte das Oliveiras em Jerusalém, da mesma forma que era invocada pelo Profeta/D´us/Espírito Elevado, chamado Jesus Cristo.

Abro um parêntesis, para que os leitores levem em consideração que; todos os monumentos atribuídos ao Cristianismo existentes em Jerusalém, não são científicamente comprovados como originais e sim tradicionais. Certos monumentos como A Igreja do Santo Sepulcro, o Monte da Crucificação e outros foram “localizados” pela mãe de Constantino, Helena, em uma peregrinação a mando do filho, com o intuito de estabelecer bases para o Cristianismo, em outro artigo eu entro em detalhes.

Voltando ao Pai nosso. O Aramaico é a língua, que alguns estudiosos dizem que foi falada na região da Galiléia na época da passagem de Jesus Cristo descrita nos evangelhos. Originária da Alta Mesopotâmia, era, juntamente com o Hebraico considerada língua semítica, no entanto o Hebraico é mais antigo. O Hebraico falado hoje em Israel, é uma reconstrução dó antigo Hebraico, por Eliezer bem Yehuda, que “enxertou” inclusive palavras do idioma Russo. O Aramaico e o Hebraico são bastante parecidos.

A versão desta oração na versão, segundo os estudiosos, original, na minha opinião é uma oração profunda, que encerra significados ocultos e uma grande antiguidade, pois amigos meus pesquisadores atribuem sua origem como da antiga civilização Atlante.

Abaixo, o texto em Aramaico e transliterado para o Português:

“Abvum d’bashmaia
Netcádash shimóch
Tetê malcutách Una
Nehuê tcevianách aicana
d’bashimáia af b’arha
Hôvlan lácma d’suncanán
Iaomána
Uashbocan háubein uahtehin
Aicána dáf quinan shbuocán
L’haiabéin
Uêla tahlan l’nesiúna.
Êla patssan min bíxa
Metúl dilahie malcutá
Uaháila
Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN. ”

Segue uma “tradução” :

” Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM.

Versão em Hebraico:

Segue uma versão em hebraico, provavelmente mais antiga que a em aramaico:

Avinu shebashamayimyitkadesh shimcha,tavo malchutecha,
yease retsoncha kebashamayim ken ba’aretz.

Et lechem chukenu ten lanu hayom,
uslach lanu al chataeinu,kefi shesolchim gam anachnu lachot’im lanu.
Veal tevienu lijdei nisajonki im chaltzenu min hara.
Ki lecha hamamlacha hagvuravehatif’eret leolmei olamim.
Infelizmente há muito por falar desta linda e interessante oração, mas a intenção é escrever um artigo e não uma tese, que iria deixar o leitor enfadado. Fiz o máximo para não entrar na questão da fé, pois aprendi que fé não se discute, se respeita.

Para mais detalhes, ouça um podcast de minha autoria criado em 2007, clicando em: http://www.ayltondoamaral.com/downloads/lingua_jesus.mp3

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O Papa (O Pontífice ou o Hierofante)

Sábado, 20 de Março de 2010

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Outro arcano interessante, que em minha opinião é um dos mais complexos do Tarot, pois encerra um número muito grande de significados.

O Tarot foi criado bem antes da fundação da Igreja Católica, mas durante os séculos sofreu grande influência da mesma, tendo em vista seu grande domínio na civilização ocidental, particularmente durante a idade média.

No Tarot de Marselha, (talvez o que sofreu maior influência) vemos três figuras, sendo que a figura principal é um homem de uns 60 anos, que está sentado, de frente, com a mão direita levantada no tradicional sinal feito pelo Papa quando abençoa os fiéis. Posteriormente escreverei um artigo sobre a origem deste sinal, pois segundo alguns autores, foi originado da Cabala Judaica, assunto interessante, polêmico, mas extenso. Em sua mão esquerda existe um cetro com uma cruz de três tranceptos, também conhecida como Cruz Papal, usada na heráldica eclesiástica, possui outros nomes como Cruz Tripla ou Hierofante, outro assunto para um longo artigo. Este personagem está sentado em um trono com duas colunas atrás (Influência Maçônica ?) se veste de azul e tem uma capa vermelha com enfeites amarelos. Um detalhe importante, é que , sua mão esquerda está fechada e coberta por uma luva que tem impressa uma cruz dos templários, esta ordem de cavalaria foi a grande disseminadora do Tarot na Europa, e diversas modificações foram atribuídas a eles. Percebe-se apenas vagamente a cadeira em que o personagem central está sentado.

Trata-se de um arcano complexo, portanto, possui diversas atribuições: Pobreza, bênção, iniciação, ensino, lei, simbolismo, filosofia, religião, dever, moral, consciência, autoridade moral, sacerdócio, proteção, lealdade, observância das convenções, respeitabilidade, benevolência, generosidade indulgente, perdão, mansidão. Em seu sentido negativo, significa atrasos por burocracia e esforços dirigidos para as atividades meio e não para as atividades fim.
Segundo www.krishadar.com “ O Arcano V é uma das figuras que permitiram precisar com maior exatidão a antiguidade do Tarô, já que seus detalhes iconográficos remontam a um modelo perdido em que se inspirou necessariamente o desenho de Fautrier (Tarô de Marselha), o que é confirmado pelas diferenças e semelhanças com maços mais antigos, como os de Baldini (1436-1487) e Gringonneur (1450). Em primeiro lugar, é preciso destacar que o Pontífice do Tarô de Marselha é barbudo, enquanto seus precursores renascentistas e medievais não o são. Há estudos que estabelecem uma curiosa cronologia da moda papal neste aspecto. Torna-se assim evidente que o tarô clássico copia um modelo mais antigo que não chegou até nós, mas que assegura a continuidade evolutiva do Tarô desde os imagiers du moyen age até a atualidade. Outro detalhe interessante é o da evolução da tiara papal na iconografia do Tarô. A tiara (com seu simbolismo sobre a existência dos três reinos ou mundos) não é um elemento litúrgico que permaneceu invariável ao longo da História…”

“Em caso de separação o Papa reconcilia, se ainda nao for casado o Papa oficializa uma união. Esta carta trás paz,moderaçao, actos reflectidos e bem organizados, aconselha a pensar e não ser demasiado materialista. Trás consigo o poder da fé e da meditação, e a sua mensagem é “Ajuda-te a ti próprio e o Céu ajudar-te-á.” Wikipedia

“Diz O PAPA Se eu pudesse falar contigo e tu me ouvisses, te diria que preciso falar contigo sobre MAGIA. Tu sabes que o simbolismo contido em mim contém toda a magia e todas as magias e seus processos. E não estou falando do que comumente as pessoas costumam classificar como magia: Branca ou Negra. Esta classificação uns fazem pelo processo utilizado pelo mago, outros pela intenção, outros pelos rituais praticados e outros pelas forças acionadas no processo mágico. Qualquer que seja a origem da classificação dada, esta classificação é apressada e uma das formas mais comuns de se cometer erros na prática da magia. Pergunto-te: praticas ou praticastes algum dia a magia? Não! Quero que respondas novamente após terminar esta pequena conversa que estou tendo contigo sobre o que verdadeiramente eu sou.” Cigano.net.
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O Imperador

Sexta, 26 de Fevereiro de 2010

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Eis um arcano marcante: O Imperador é um arcano forte, simbolizando principalmente a autoridade. Notem que os algarismos romanos estão representando o número 4 como “IIII” e não como “IV”, que é normalmente representado. Esta forma de representar números é característica do Tarot, principalmente no Tarot de Marselha.

Na maioria das representações, vemos um homem com uma coroa, de perfil, sentado (ou encostado) em um trono com as pernas cruzadas. Carrega um cetro encimado por um orbe, que são característicos do poder real. Aos pés do trono há uma imagem de uma águia, olhando para a esquerda. Um detalhe importante é o chão onde fica o trono, que parece ser um solo árido, apenas com uma pequena gramínea crescendo aos pés do homem.

A razão das pernas cruzadas é tema polêmico entre os estudiosos, uns dizem que é a posição que os antigos magistrados tomavam quando estavam em tribunais. Outros dizem que têm origem na posição de concentração dos antigos Yogues.

O Imperador significa o poder, a autoridade, a liderança, a figura paterna. Interpretando à luz da Cabala, também significa o tetragrammaton Yod – He – Vav– He, o quaternário, a pedra cúbica ou sua base, que é o trabalho do aprendiz pedreiro. Na Astrologia representa uma conjunção saturno-marte, que é o poder sendo exercido pela força.

Alguns Tarólogos interpretam no sentido positivo, os bens, o poder terreno, contratos assinados, acordos. No sentido negativo: Queda financeira, perda de bens, perda de autoridade, sofrimento de oposição, aparecimento de adversário poderoso.

Esta carta aparece para pessoas líderes naturais e também para pessoas que têm problemas com autoridade, pessoas rebeldes têm esta carta aparecendo de forma negativa ou positiva e até as duas coisas. Todos temos de alguma forma o imperador, sejamos nós lideres ou seguidores.

Muitas pessoas o associam com Osíris e as Ordens Guardiãs do Santo Graal. Imperador pressupõe liderança e devemos ter discernimento para distinguir um líder de um “chefe”. O líder tem diversas características marcantes, dentre elas a humildade e o desejo de servir, o que difere do chefe que manda por mandar e utiliza o orgulho e a prepotência para exercer sua autoridade. O Imperador não é o “Cagonauta” (Vide artigo do Luciano Pires).

Um exemplo bastante interessante são os nossos políticos, que de Imperador não têm nada, estão mais para outros arcanos que mencionarei mais adiante em outros artigos. Existem muitos líderes, que podemos associar com o Imperador, dentre eles, Franklin Roosevelt, Nelson Mandela, Antonio Ermírio de Moraes, Mahatma Ghandi, Jesus Cristo e outros grandes exemplos.

Este arcano nos permite sermos agressivos (no bom sentido), corajosos, ousados. Nos indica que devemos conquistar a liderança. Em situações onde existe o caos este arcano nos aconselha pararmos, pensarmos e atuarmos de forma a organizar e tomar o controle.

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A Papisa (ou A Sacerdotisa)

Sexta, 22 de Janeiro de 2010

Papisa - Papisa
Continuando com a série sobre os arcanos do Tarot, neste artigo, falarei da Papisa, o Arcano da Sabedoria, da Gnose e do Princípio Receptivo

Analisando a lâmina, vemos uma mulher que está sentada e está com um livro aberto no seu colo, e uma tríplice coroa, parecida com a tríplice coroa usadas pelos Papas, durante sua coroação. Hoje em dia esta coroa não é mais usada, pelo menos pelos últimos 3 Papas, em uma tentativa de diminuir a ostentação da igreja. A personagem está olhando para o lado esquerdo, e veste uma túnica vermelha sob um manto azul e verde. Sobre seu ombros há um véu. Ao fundo vemos uma cortina. Uma coisa que os Tarólogos comentam muito é que esta figura ultrapassa a margem superior da lâmina. Esta característica só será encontrada no arcano XXI – O Mundo.

Existe uma lenda sobre este arcano, que fala da Papisa Joana, a única mulher que assumiu a posição de Papa da Igreja Católica.

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Segundo a Wikipedia: “A Papisa Joana teria sido a única mulher a governar a Igreja durante dois ou três anos, segundo uma lenda que circulou na Europa por vários séculos. A papisa Joana é considerada pela maioria dos historiadores modernos e estudiosos religiosos como fictícia, possivelmente originada em uma sátira anti-papal.”

Segundo René Guénon in Symboles Fondamentaux de la Science Sacrée, ela ficou grávida e ocultou a gravidez debaixo da vestes papais, no entanto, durante uma procissão, deu a luz, provocando a ira da população. Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto). Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.

Existe, na história do Egito, uma mulher que se tornou Faraó, seu nome era Hatshepsut, que era retratada como homem, inclusive ostentando um cavanhaque cerimonial, indicativo da figura de um Faraó, assunto para outro artigo.

O Significado místico desta lâmina é bem complexo, A leitura da Papisa significa Sabedoria, Gnose, A Igreja Oculto, Reflexão, a Cabala, o Principio Feminino, Intuição, Piedade, Paciência e para os Astrólogos, a influência passiva de Saturno. Alguns tarólogos a interpretam como Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas. A Papisa é o principio feminino, mantido reprimido pelas religiões ocidentais e transformado em leis e costumes até o século passado, e que hoje está sendo liberado de forma lenta mas contínua. Não interpreto como sendo o feminismo radical que temos hoje, mas um equilíbrio com o princípio masculino como duas forças que se complementam sem que uma ou outra prevaleça como dominante.

Segundo René Guénon in Symboles Fondamentaux de la Science Sacrée, ela ficou grávida e ocultou a gravidez debaixo da vestes papais, no entanto, durante uma procissão, deu a luz, provocando a ira da população. Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto). Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.

Existe, na história do Egito, uma mulher que se tornou Faraó, seu nome era Hatshepsut, que era retratada como homem, inclusive ostentando um cavanhaque cerimonial, indicativo da figura de um Faraó, assunto para outro artigo.

O Significado místico desta lâmina é bem complexo, A leitura da Papisa significa Sabedoria, Gnose, A Igreja Oculto, Reflexão, a Cabala, o Principio Feminino, Intuição, Piedade, Paciência e para os Astrólogos, a influência passiva de Saturno. Alguns tarólogos a interpretam como Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas. A Papisa é o principio feminino, mantido reprimido pelas religiões ocidentais e transformado em leis e costumes até o século passado, e que hoje está sendo liberado de forma lenta mas contínua. Não interpreto como sendo o feminismo radical que temos hoje, mas um equilíbrio com o princípio masculino como duas forças que se complementam sem que uma ou outra prevaleça como dominante.

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A Biblia do Diabo

Segunda, 4 de Janeiro de 2010

Peço licença a todos para interromper minha série sobre o Tarot, terminei minha pesquisa sobre mais um livro misterioso e gostaria de compartilhar um resumo com vocês. Muitos me perguntam se não tenho mais nada a fazer a não ser escarafunchar velharias. Respondo que sim, é a melhor coisa do mundo a se fazer, principalmente pela aura de mistério que cada um deles nos traz.

O em pauta, mede quase 1 metro de comprimento, pesa uns 90 quilos e tem mais de 600 páginas em pergaminho (pele de asno), capa e contracapa, de madeira, forradas com couro curtido e enfeitadas com cantoneiras de latão com entalhes. Atualmente está exposto na National Library, em Estocolmo.

Seu nome oficial é “Código Giga”. Segundo alguns, foi feito em um mosteiro da Boêmia a partir do século XIII. Chegaram até a querer declará-lo como uma das maravilhas do mundo. Felizmente desistiram.

A razão da existência deste livro dá origem a várias lendas. A mais conhecida delas é de que o livro teria sido escrito por um monge, que como punição aos seus pecados, iria ser emparedado e deixado ali até a morte. No desespero, ele fez um acordo com os superiores do mosteiro, prometendo escrever um livro em um período de uma noite. No entanto, percebendo que não iria conseguir, fez um pacto com o diabo, sendo atendido e se livrado da cruel pena, razão pela qual, várias pessoas consideram o seu texto amaldiçoado. É uma relíquia raríssima, estimam que vale em torno de 15 milhões de Euros. Tem que ser alguém corajoso para adquiri-lo, pois o Codex Giga tem fama de atrair má sorte para quem o possui, provocando infortúnio e morte. Existem várias lendas narrando o destino de alguns proprietários.

Outro fato intriga os estudiosos: faltam sete páginas no volume; páginas que, dizem, continham um segredo muito antigo.

Sua página mais famosa, contém um grande desenho de um diabo, razão de seu nome mais conhecido. A imagem é precedida por uma conjuração por meio do qual é possível comunicar-se com espíritos, entidades demoníacas e um encantamento para comandar essas criaturas.

118v - 118v

Como o leitor pode notar na figura, não é tão assustador assim. Hoje em dia, os diabos são infinitamente piores, mais organizados, são certificados e seguem padrões ISO, Itil, Six Sigma, SOx e outras sopas de letrinhas. No entanto, se nos situarmos na idade média, onde a igreja detinha o poder das mentes e dos corações do mundo ocidental, este desenho tinha muito significado e tirava o sono de muita gente.
Escrito em latim, o Livro Gigante contém uma versão do Antigo e do Novo Testamentos e não constam os Atos Apostólos e o Apocalipse. Depois da Bíblia, vem uma transcrição da Etymologiae enciclopédia de Isidore de Seville, que consiste em um resumo do conhecimento das ciências da época, incluindo a idéia da esfericidade da Terra, o que, para muitos o tornou realmente demoníaco.
Também estão no Livro: uma cópia de Antiquities of The Jews [Antiguidades Judaicas] e Jewish Wars [Guerras Judaicas], do escritor Flavio Josefo, que viveu nos anos 90 d.C. e narrou diversas passagens importantes do cristianismo e judaísmo. Possui também, uma versão dos Hebrew Books [escrituras hebraicas]; uma cópia de Chronicle of Bohemia de Cosmas de Pragye [1045-1125], padre boêmio.

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Codex Gigas devil - Codex Gigas devil

O mago

Domingo, 29 de Novembro de 2009

imagem1 - imagem1

O primeiro arcano do tarot é o Mago. Muitos especialistas dizem que o mago é o “dono” do Tarot, por isto recomendam guardar as cartas sempre com O Mago sendo a primeira carta, em cima. É representado por um garoto, talvez adolescente. Tendo em vista que terá um longo caminho a percorrer, está refletindo, como iniciará a jornada. Na maioria das representações, está em frente a uma mesa, e sobre sua cabeça está um chapéu estilizado, que muitos dizem que é o símbolo do infinito. Em algumas representações, existe, ao invés de um chapéu, o próprio símbolo do infinito, que representa as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente. Como cada carta tem uma letra hebraica correspondente, o mago têm a letra Aleph.

Aleph - Aleph

Na cabala, Esta letra foi retirada do simbolismo do “boi” e o seu desenho parece uma cabeça de boi com chifres, (estilizado, claro). Esta letra não tem som.

Segundo a Academia de Cabala: “O alfabeto hebraico é o único a começar por um silêncio, Aleph é a representação do equilíbrio perfeito. Mesmo que o Aleph seja audível, o Sêfer Bahir diz que “a orelha é feita à imagem do Aleph, ele é o essencial dos dez comandos”. Esta letra significa os mundos de antes e de após a criação, as palavras unidade (Echad) e amor (Ahavá) começam pela letra Aleph, que representa a permanência da unicidade. A tradução da palavra “eu” em hebraico é “ani”, já “você” – ou seja, o outro – é “atá”. Ambas as palavras se iniciam com a letra Aleph quando escritas em hebraico. Isso quer dizer que você e eu somos um, ligados à mesma origem, se bem que diferentes no aspecto. Aleph é o ponto de partida de tudo.”

Em algumas representações, como no Tarot de Oswald Wirth, a letra aparece na carta, mas na representação acima, do Tarot de Marselha, normalmente não aparece.

Na mesa à sua frente, podemos ver alguns objetos, que representam nossas escolhas no nosso dia a dia, dos quais podemos destacar:

Um copo: Representa as emoções, o amor, o ódio, etc.
Um punhal: Representa a luta e nossa vontade de conquistar, a energia sexual.
As Moedas: O nosso lado material.
Os dados: Representam o imponderável, aquilo que não podemos controlar.
Em algumas representações há um pergaminho com a imagem de um pentagrama que representa nossa inteligência.

Está pedindo ajuda do alto para ajudá-lo na caminhada que se inicia, por isto está levantando um bastão, que representa a vontade e a sabedoria, captando energia superior e encaminhando-a para baixo, com a outra mão.

Costumamos ver muito esta posição durante a dança dos Dervixes. Os Dervixes são monges muçulmanos, que normalmente vivem de forma nômade e de abnegação, inclusive jurando votos de pobreza, castidade e humildade. Eles costumam se reunir em rituais de dança chamadas Sema ou Samá, que fazem parte da tradição Sufi (mais informações leiam “O Profeta” de Khalil Gibran). Só quem já viu, como eu, pode descrever o quão sagrado é este ritual. Os dervixes entram em transe e executam danças giratórias durante horas, sem aparentar nenhuma tontura, com uma das mãos para cima e outra para baixo, fazendo o mesmo papel do Mago do Tarot. Recomenda que vejam este espetáculo que, para eles simboliza a conquista do equilíbrio mental, vitória sobre nossas vaidades, e uma comunhão sem igual com o nosso planeta e a natureza, consequentemente encontrando o auto-conhecimento. Infelizmente estão abrindo demais a visita de turistas para estes rituais, o que, em minha opinião, com o tempo pode virar uma pantomima para agradar turistas..

Voltando ao nosso mago. Os jogadores de Tarot dizem que, quando aparece O mago, é extremamente difícil interpretá-lo, na maioria das vezes interpretam que o consulente está em uma fase inicial de um caminho que precisa escolher como irá realizar esta caminhada. Normalmente um consulente quando vai a uma consulta de Tarot (as vezes paga caro por isto) quer uma definição, quer respostas imediatas, trazendo dificuldades ao jogador de Tarot. Normalmente o jogador compõe com as outras cartas já tiradas para atender ao consulente.

Infelizmente a grande maioria das pessoas interpretam o Tarot como sendo um jogo divinatório, distorcendo as mensagens que cada arcano traz.

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1 - As Origens do Tarot

Segunda, 19 de Outubro de 2009

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Começarei aqui, uma série de artigos onde procurarei explicar as origens do Tarot, que, além de jogo de adivinhação, está intrinsecamente ligado ao nosso jogo do baralho atual. As origens do Tarot também são envoltas no mais brumoso mistério. Existem diversos autores com diversas teorias, mas nunca algo palpável cientificamente, infelizmente.

Um grande irmão, ao qual tenho muito apreço e respeito muito suas idéias, diz que quase tudo que conhecemos originou-se do Egito, para ele a Maçonaria e todas as ordens iniciáticas que conhecemos tem sua origem, ou inspirou-se nesta grande civilização, assim como o Tarot. Ele afirma categoricamente que o Tarot original tinha sido escrito em folhas de ouro num templo em Mênphis. No entanto existem diversos teóricos que dão como origem a China e a Índia e que as cartas foram trazidas pelos ciganos para a Europa, está aí um grande assunto para pessoas, que como eu, gostam de estudar o oculto.

Segundo este mesmo irmão (o que diz que tudo vem do Egito); o nome “Gipsy” dado aos ciganos por algumas línguas, é uma corruptela de “Egipcio”, pois segundo ele, os ciganos também são originários do Egito, mas isto é assunto que fica para outra oportunidade.

Os grandes divulgadores do Tarot na Europa, foram os Cruzados, mais específicamente, os Cavaleiros Templários, que baseado em seus estudos, tinham grande conhecimento do significado hermético das figuras, e que as utilizavam como ferramenta de auto-conhecimento. Um grande estudioso Templário afirmava que os símbolos do Tarot eram a chave do conhecimento que foi perdido durante os incêndios e saques da Biblioteca de Alexandria.

Nas cartas do Tarot existem símbolos que, representam segredos da chave da natureza humana e que influenciaram, ou sofreram influencia das religiões gregas, filosofias árabes, Indianas, e até mesmo a Cabala Judaica. Existem diversas versões, dentre as quais posso destacar, o Tarot de Oswald Wirth, o próprio Aleister Crowley, o Tarô Cigano, e milhares (sim amigos, milhares) de outras versões espalhadas por aí, por aqueles que se intitulam os “Gurus” do momento. Pessoalmente, como fonte de estudo, gosto do Tarot de Marselha Original, e de Oswald Wirth, que além de relacionamento com a Cabala, possuem os desenhos parecidos na medida do possível com os originais.

O Tarot de Marselha surgiu no final do século XVI, obtendo muito sucesso, especialmente aqueles que eram pintados a por grandes artistas. Estes jogos eram de propriedade das famílias mais ilustres da Europa, principalmente na Itália, berço dos grandes incentivadores da arte como os Sforza, os Bórgia, e vários outros. Esta versão de Tarot, teve uma grande influência sobre muitos jogos que surgiram nos finais do séc. XVIII e início do séc. XIX, época especialmente apaixonada pelo oculto na qual se deu um grande incremento.

Segundo Maria Helena Martins, “o Tarot adquiriu uma forma mais manuseável e mais sólida quando B.P. GRIMAUD lhe fez algumas alterações, sem alterar as suas qualidades intrínsecas. Os cantos tornaram-se mais redondos e as cores mais vivas passando a haver um claro predomínio do AZUL e do VERMELHO. Paul MARTEAU, o grande mestre das cartas em França, traduziu em 1930, com grande rigor, toda a simbologia do TAROT de MARSELHA e fixou as tonalidades definitivas das cores que permanecem até hoje.”

Sobre as cartas de jogar, autores afirmam que tiveram inicio através do Tarot dos Sarracenos que migravam para a Espanha, e lá, passaram a se chamar “Naib”, que posteriormente se transformou em “Naipe”, como conhecemos hoje, embora outros digam que tenha surgido da palavra Flamenga “Knaep” que significava “papel”. Existem também, outros vestígios de que o seu uso como carta de jogar, também difundiu-se na França.

O Tarot, basicamente é Dividido em duas seções, as 22 cartas dos arcanos maiores, que segundo aquele meu irmão, representam os líderes temporais e espirituais do Egito antigo. As outras cinqüenta, que são os arcanos menores, divididos em 4 naipes, representam as quatro classes da sociedade do Egito Antigo, que ficavam assim representadas.

Espadas: Classe guerreira;
Copas: A Classe sacerdotal;
Paus: Os Agricultores;
Ouros: Os Comerciantes.

Dizem também que jogo de xadrez contribuiu fortemente para que o Tarot, de cartas divinatórias se transformassem no baralho que conhecemos hoje, se não levarmos em conta a torre e o cavalo. Se olharmos para as cartas veremos que, com exceção das torres, há o Rei a Rainha, dois Valetes e os números de cartas equivalentes ao dos peões. Acredita-se que o uso das quatro cores, assim como de Moedas, Taças, Espadas e Paus tenha surgido no século XIV, pelo costume da época de se jogar xadrez a quatro pessoas.

No Museu de Paris, encontra-se o jogo de cartas mais antigo que se conhece, que foi utilizado por Carlos VI de França. Pensa-se que tenha sido encomendado a Jacques Gringonneur que era astrólogo e cabalista. Durante muito tempo pensava-se que pertenciam a este baralho dezessete cartas pintadas sobre velino debruadas a ouro e pintadas a prata, lápis – lazúli e com um pigmento vermelho escuro denominado como (pó de múmia). Atualmente, acredita-se que são italianas e de manufactura mais tardia.

Um dos mais belos jogos de cartas pertenceu a Duce Filippo Maria Viscont e data de 1392, pelo qual pagou mil e quinhentos florins de ouro ao seu secretário, o sábio e pintor Marziano da Tortona. Existem ainda hoje sessenta e sete cartas originais deste jogo muito antigo.

Com o passar do tempo, a apresentação dos emblemas e dos desenhos das cartas alterou-se. Desde que se começou a jogar, o baralho foi composto por vinte e duas cartas, e quatro séries de cores, cada uma delas contendo quatorze cartas.

Na minha humilde opinião, o Tarot não passa de uma grande quantidade de símbolos herméticos, que de alguma forma, se coadunam com a psicologia humana, principalmente se estudarmos Jung e a Cabala. Se olharmos para as imagens do Tarot e conhecermos cada um dos seus arcanos, podemos ver nitidamente as mais diversas nuances do que Jung afirma como sendo nossos arquétipos. Se olharmos pelo ponto de vista histórico, poderemos desvendar muitos dos aspectos ocultos da humanidade, e mensagens que os antigos nos deixaram. Quanto a seu poder divinatório, sinto muito, não creio. O que creio é que, segundo Jung, o Inconsciente coletivo trabalha sempre para nos levar à algum destino, que talvez possa até ser avisado nos arcanos como tendências, assunto complexo, que fica para outro artigo. De qualquer forma, o Tarot não tem o poder de influenciar os acontecimentos.

Somos inteiramente responsáveis pelas nossas decisões, nunca devemos esquecer de que toda a ação leva a uma reação.

Nos próximos artigos, falarei de cada um dos arcanos, começando com “O Louco”.

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Brevemente: “O Enigma de Sagres”

As Ervas de Poder

Segunda, 28 de Setembro de 2009

Relutei muito em publicar este artigo. A razão principal foi por temor de ser mal interpretado, principalmente no Brasil, onde, em minha opinião, os últimos tempos tem se caracterizado por censura velada e hipocrisia.

Não me considero um místico, no sentido de que um místico crê na existência de certas dimensões ou de criaturas intangíveis. Não quero de forma nenhuma entrar no mérito da existência ou não destes paraísos, nirvanas, planos espirituais, Valhallas, ou qualquer outro ser ou lugar que a literatura mística afirma que existe. Tenho uma definição própria de mim mesmo como uma pessoa em eterna experimentação, pois vivo testando de tudo. Quem sabe um dia eu chego à conclusão de que isto tudo seja uma tremenda bobagem, ou então, para júbilo dos crentes, seja a mais pura verdade.

Me baseio na afirmação de que “Yo no creo em brujas pero que han…” ou seja, eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem. Gosto muito de estudar o assunto, por razões que não sei ou não quero explicar. Talvez, no íntimo eu queira mesmo acreditar que tais coisas existem, mas até agora não obtive nenhuma prova, razão de minha eterna busca. Às vezes me dou bem, às vezes quebro a cara, mas sempre vejo como parte de meu aprendizado.

Normalmente, um místico procura ter contato com estas dimensões ou seres, através de diversas técnicas, sejam elas meditação, seja com o uso da chamada mediunidade, ou seja utilizando-se de coadjuvantes químicos para auxiliar neste contato e até mesmo se suicidando, como no caso de uma seita que, anos atrás todos os seus membros resolveram se suicidar com o intuito de se encontrar com seres extra terrestres que viviam em um plano divino, cuja nave estaria se aproximando de nosso planeta, cada louco com sua respeitável loucura.

Neste artigo vou abordar algumas técnicas muito antigas de encontro com o divino através do uso de certos vegetais.

Não estou falando destas drogas que conhecemos por aí, tipo maconha, cocaína, LSD e outros lixos, que conseguem apenas nos trazer sensações benignas de poderes artificiais e tem como principal sentido, nos escravizar e nos controlar para sempre, além de abastecer a criminalidade, a corrupção e quase todas as mazelas modernas de nossa sociedade, com dinheiro imundo vindo da mão de escravos, portanto, este artigo NÃO é uma apologia às drogas.

As ervas de poder, que menciono neste artigo, são determinadas misturas de ervas, utilizadas por Índios, Xamãs, curandeiros e místicos desde milênios atrás, com o propósito de realizar curas, sejam elas materiais ou espirituais, estas ervas tem como sua principal característica, o fato de não provocar dependência, tanto assim que são permitidas por lei, desde que sejam utilizadas em rituais religiosos e sob severa supervisão. Quero deixar bem claro, que a venda das mesmas é também é proibida. Estas ervas provocam um estado alterado de consciência, e a partir daí, dizem os místicos, poderemos alcançar dimensões jamais vistas por quem vive apenas no nosso mundo material.

Gosto de ver para crer, como todo grande discípulo de São Tomé, além disto, tenho uma vontade inata de buscar o divino, que infelizmente nunca encontrei. Motivo pelo qual me propus a experimentar algumas delas.

Quais são as Ervas de poder que e conheço?

Existem diversos tipos, Ayahuasca, Datura (estramônio), Peyote (Mescalito), São Pedro, outros Cactos e Cogumelos. Para não alongar muito, neste artigo, comentarei apenas a Ayahuasca e a Datura. Se houver interesse dos leitores, poderei comentar sobre as outras em artigos subseqüentes.

Ayahuasca:

O Ayahuasca, também conhecido pelo próprio nome de “Santo Daime”, é basicamente a mistura de duas plantas, a Chacrona, planta arbustiva que contém um elemento chamado dimetiltriptamina, que é o elemento responsável pelo estado de consciência alterada, também chamado de “Miração” pelos praticantes do Santo Daime. No entanto, a dimetiltriptamina quando ingerida pura, não faz efeito sozinha, porque é bloqueada pelo nosso organismo. Aí é que entra em cena o segundo componente que é um cipó chamado de Caapi, Ayubi, ou outros nomes, que neutraliza estas defesas, deixando a dimetiltriptamina agir. Esta mistura é preparada de forma ritual e submetida a um cozimento de horas de duração. Extrai-se então uma beberragem de cor amarronzada, gosto ligeiramente amargo e consistente.

Largamente utilizada pelos índios da Amazônia, e por praticantes de um culto chamado “Santo Daime”, fundado por Raimundo Irineu Serra, também conhecido como Mestre Irineu (veja sua história em http://www.santodaime.org/doutrina/oquee.htm)

A minha experiência com esta bebida deu-se anos atrás em Belém do Pará em uma cerimônia do Santo Daime. Convidado por um amigo, eu estava dividido entre o pavor e a vontade de conhecer algo novo. Lá fui eu, cujo pavor foi vencido pela curiosidade.
A descrição do ritual necessita de mais um artigo, talvez até um livro só para falar dele, as pessoas entoam cânticos, dançando todas juntas em um passo, que por si só já me levaria ao enlevo e a alteração de consciência. O que me espantou, foi que, mesmo crianças bebem do Santo Daime.

Ao experimentar a bebida, a princípio achei que era tremenda conversa fiada, e conversei normalmente com as pessoas que estavam do meu lado, ao mesmo tempo, estava acompanhando os demais naqueles passos de dança. Após mais ou menos umas 2 horas, meu estomago começou a se revoltar, e vomitei profusamente uma massa preta, horrível. Após a experiência, conversei com meu amigo, que me falou da massa preta que vomitei, segundo ele, faz parte de uma limpeza física que a Ayahuasca faz no organismo. Desdenhei a Ayahuasca, dizendo que não senti absolutamente nada e que estava conversando normalmente com algumas pessoas que estavam do meu lado. Ao que meu amigo rindo responde:

- Cara, não tinha ninguém do seu lado, você estava sozinho em um canto separado, apenas com um amparador, pois você não pertencia ao grupo.
Alucinação ? Conversa com espíritos ? Deixo as conclusões ao leitor.

Datura:

Mais conhecida como “Erva do Bruxo”, comentada por Carlos Castañeda em seu livro “A Erva do Diabo”, é uma flor que existe muito por aí. Dela são extraídas suas folhas e fervidas em um caldeirão. No livro “A erva do diabo” de Carlos Castañeda, foram suas raízes que foram utilizadas na infusão. Aqui no Brasil, é usado também em rituais de Bruxaria. Minha experiência com esta beberragem foi muito ruim. Após ingerir um líquido esbranquiçado, ralo e sem gosto nenhum, imediatamente secou toda a minha boca e atingiu o que tenho de pior, ou seja, minha ansiedade, que foi tão exacerbada, que fiquei horas andando em círculos, numa procura incessante por água, sem porém nunca achá-la, embora a mesma estivesse na minha frente, uma angústia inesquecível. Todos os meus sentidos ficaram suspensos, as feições das pessoas estavam borradas, e minha noção de espaço ficava extremamente alterada, ou seja, não tinha chão, e nem paredes, pois eu sempre achava que elas ficavam uns 30 cm mais a frente de onde realmente estavam. Seu efeito é cumulativo, pois durante uma semana eu fechava os olhos e ficava vendo padrões parecidos com aqueles desenhados em cerâmica Marajoara, efeito diferente da Ayahuasca, que após o vômito cessa imediatamente o efeito. Fiquei plenamente consciente de tudo o que estava acontecendo o que prolongou meu sofrimento. Não tive nenhuma alucinação. Segundo alguns Mestres em Xamanismo, a Datura é a Erva do Bruxo, onde só os naturalmente bruxos têm experiências dignas de nota, vêm deuses, etc.

Definitivamente não sou Bruxo.

Posteriormente, conversando com um velhinho 33, um dos meus grandes gurus, eu soube do risco desta minha experiência. Para que as pessoas usem antes a Datura, os amparadores, ou os líderes ritualísticos, têm que ter bastante conhecimento e serem realmente mestres na sua religião ou seita, pois corri sério risco de ter agravada a minha ansiedade, além de ter iniciado outros distúrbios que porventura estivessem latentes.

É o risco para quem vive em constante experimentação.

Existem muitos charlatões por aí, principalmente na Internet, portanto, se o leitor quiser ter alguma experiência deste tipo, sugiro ler bastante, se informar muito a respeito, ou procurar o Santo Daime, pois lá eles sabem como lidar e tomar conta de você. Procurem checar e re-checar a idoneidade dos locais, através de pessoas que já freqüentaram, ou fontes consideradas fidedignas.

Para ser politicamente correto, vou repetir as frases abaixo, infelizmente não tenho fundo azul com letras brancas, para reproduzir:

“Nunca tente isto em casa…blá…..blá….blá….”

“A literatura médica desaconselha o uso destas beberragens por pessoas com distúrbios mentais, ansiosas, deprimidas, ou com algum tipo de psicose ou Esquisofrenia.”
Uma boa leitura, para os que porventura estiverem interessados em conhecer mais deste assunto, recomendo como livro inicial “A Erva do Diabo” de Carlos Catañeda.

Lembrem-se:

“Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela.”

Gengis Khan

Segunda, 7 de Setembro de 2009

Genghis Khan - Genghis Khan

O Império Mongol, foi considerado um dos maiores impérios da história. Teve seu ápice, quando foi liderado por uma personalidade digna de nota, que chamava-se Gengis Khan. Na realidade, Gengis Khan nasceu com o nome de Temudjin. Seu nascimento é cercado de diversas lendas xamânicas, uma delas fala sobre a vinda de um lobo cinzento que devoraria toda a terra.

Temudjin nasceu em 1162 em uma aldeia nas margens de um rio chamado Onon na região que hoje é conhecida como Mongólia. Seu pai chamava-se Yesugei, era um líder do Clã Bojigin, figura respeitadíssima entre os líderes mongóis. Nesta época, os Mongóis eram cavaleiros exímios e eram divididos em diversas tribos que aglutinavam um Clã, e as vezes um Clã englobava diversas tribos. Essas tribos de guerreiros possuíam seus “Cãs”, que eram seus líderes, que chegavam á sua posição de forma violenta, através de assassinatos ou lutas.

O pai de Temudjin foi envenenado por membros da tribo dos Tártaros. Neste período, Temudjin tinha mais ou menos uns 10 anos de idade, e por pertencer á família do líder perdedor, ele foi abandonado á sua própria sorte juntamente com sua família, indo viver nas estepes inóspitas daquela região, sem seus bens, que eram gado, e principalmente cavalos, pois, na época, o cavalo fazia parte integrante da cultura Mongol. Um mongol, dizia-se, tinha tanta afinidade com o seu cavalo, que consideravam parte do seu próprio corpo.

Yesugei, seu pai, era muito estimado pelas tribos vizinhas, elas doavam víveres e ajudaram Temudjin a crescer e treinar para ser um guerreiro, principalmente como arqueiro montado.
Os mongóis tinham uma habilidade especial. Durante as batalhas, em pleno galope, em cima de seu cavalo, um arqueiro, virava todo o corpo para trás, montando ao contrário, e atirando flechas após passar a carga da cavalaria, quando o inimigo menos esperava. O Arco Mongol tinha um alcance de 500 metros, com uma incrível precisão que deixava os inimigos totalmente perdidos.

Com o tempo, graças às suas habilidades de liderança, herdadas pelo pai, Temudjin se fez chefe de diversas tribos, e assumiu o nome de Gengis Khan, cuja tradução seria algo como “Supremo Líder”, ou “Cã dos Cãs”. Empreendeu uma campanha contra a tribo Merkit, que teria raptado sua noiva Boerte. Gengis Khan teria atacado os guerreiros Merkit um a um e derrotado todo o clã. Tomou Boerte de volta, e ao seu lado viveria até o fim.

Por volta de 1205, Gengis Khan, depois de ter pacificado as tribos que lutavam entre si, e com seu prestígio em alta, Gengis Khan unificou os Mongóis, criando um estado Mongol, e um exército poderoso, que o permitiu então, partir para suas conquistas. Um gênio militar, Khan usava a sua cavalaria de forma inédita.

A cavalaria era usada como ponta de lança nos ataques, protegendo a infantaria, da mesma forma como os tanques foram utilizados na segunda guerra mundial, pelo General George Patton, um estudioso da história dos Mongóis. Foi criador da estratégia de cerco a fortificações partindo das campinas. Séculos mais tarde, Mao-Tsé-Tung utilizou este mesmo princípio para dominar a China.

Depois de unificar toda a Região da Mongólia, Gengis Khan invadiu a China, atravessando a até então inexpugnável Grande Muralha da China, e tomando Pequim. Não satisfeito, invadiu diversos países Muçulmanos. Seu império começava no Cáucaso, passando pelo Rio Indo, Pequim e Mar Cáspio.

Sem t  tulo 1 2 3 4 5 6 - Sem t  tulo 1 2 3 4 5 6

O seu ocaso começou, quando ele teve que voltar às estepes Mongóis, para conter uma revolta do líder de tribo chamado HsiHsia. Após vencer o revoltoso, Gengis Khan foi acometido de uma febre alta e veio a falecer.

Dizem algumas estórias locais que todos os guerreiros e construtores de tumbas envolvidos no enterro de Gengis Khan foram mortos para manter em segredo o local onde ele foi enterrado. E esse local realmente jamais foi encontrado.

Antes de sua morte Gengis Khan nomeou seu filho, chamado Ogedei, e deu-lhe a missão de expandir ao máximo o território já conquistado pelo seu pai, que chegou até a Hungria. Ogedei não tinha o mesmo tino de liderança do pai, e dividiu o território entre seus filhos, que também não tinham a mesma capacidade de Gengis Khan. Estes impérios tiveram curta duração.

Hoje em dia, Gengis Khan é considerado o pai do país chamado de Mongólia, e os mongóis o cultuam, quase como um Deus.

Existem diversos bons livros que falam de Gengis Khan, mas eu indico o livro “Gengis Khan” de Michel Hoang.

O Pistis Sofia

Domingo, 26 de Julho de 2009

Pistis Sofia 1 - Pistis Sofia 1

Nesta oportunidade, falo do livro Pistis Sophia, que quer dizer “Fé de Sophia”, “Fé da Sabedoria” ou “Sabedoria da Fé”. Um livro bastante conhecido por Cabalistas, Ocultistas e principalmente estudantes do Gnosticismo. A História deste livro, como os outros que já descrevi, também é cheia de aventuras, lendas e estórias fantásticas.

Trata-se de um conjunto de pergaminhos, de origem desconhecida, atribuidos a Valentin Basilides e outros da escola gnóstica de Aexandria. Descoberto em Tebas em 1785, os estudiosos dizem que o documento original era escrito em Grego. Existem atualmente 5 cópias, que são datadas de um período entre 250 e 400 DC.

Uma outra teoria diz que um rabino israelense Jodachay Bilbakh apresentou a seus estudantes um texto chamado “O Evangelho de Pistis Sophia”, que foi traduzido do hebraico e circulou entre os membros da Fraternidade Jessênia no Brasil, em 2001, com comentários baseados principalmente na cabala.

O que diz este livro?

Trata-se de um texto complexo, ocorre no monte das oliveiras em 44 depois da morte de cristo, falando de diálogos do Jesus transfigurado, aos apóstolos (o ano de 44 foi o ano do Exilio de Maria Madalena para o Sul da França). Maria madalena é citada 150 vezes e Pedro 14 vezes. Uma das passagens fala que Jesus diz a Maria Madalena que:

“…teu coração esta mais dirigido ao reino dos céus que todos…”

Existem também muitas reclamações de Pedro sobre esta preferência. Relata também uma grande complexidade de hierarquias angelicais, celestes, ou seja, uma espécie de Organograma do céu. Existem diversas referências a este livro em escritos encontrados em Nag Hamadi (posteriormente escreverei um artigo sobre este local) e no Códice de Berlim. Em um papiro de Nag Hamadi existe um texto do Cristo transfigurado conforme segue:

“Novamente, seus discípulos disseram: Diga-nos claramente como eles desceram das invisibilidades, do imortal para o mundo que morre? O perfeito Salvador disse: O Filho do Homem entendeu-se com Sophia, sua consorte, e revelou uma grande luz andrógina. Seu nome masculino é designado ‘Salvador, progenitor de todas as coisas’. Seu nome feminino é designado ‘Todo-progenitora Sophia’. Alguns a chamam de ‘Pistis’.”

Por volta de 1840, foi feita uma tradução para o latim, e por volta de 1890, foi traduzido para Francês, Inglês e Alemão, mas devemos ter cuidado com estas traduções, pois existem diferenças de uma lingua para outra, seguindo o velho ditado “quem conta um conto aumenta um ponto”.

O Texto é dividido em três partes:

Na primeira, fala de Jesus depois de sua ressureição, quando conversava com seus apóstolos e sua elevação aos céus, em meio a indefectíveis trovões e relâmpagos, com luzes intensas, etc. Menciona que ocorreu na Lua cheia de Thebet, no calendário judaico (mais ou menos no mês de maio, no calendario Gregoriano). Este é um periodo do ano em que, até hoje, os Ocultistas consideram favorável para iniciações e contatos com o astral. Fala de seu retorno, trinta horas depois, “envolto em três vestes de luz”, já iniciado nos altos mistérios celestes onde ele explica de forma bastante complicada, a existência de entidades espirituais de nomes complexos. Numa das passagens ele diz:

, “A partir deste dia, vou falar-vos abertamente, desde o princípio da Verdade até o seu término; e vou falar, face a face, sem parábolas. A partir deste momento não vos esconderei nada do alto e do lugar da Verdade. Pois, autoridade me foi dada, por intermédio do Inefável e do Primeiro Mistério de todos os mistérios, para falar-vos, desde o Princípio até a Plenitude, tanto de dentro para fora como do exterior para o interior. Ouvi, portanto, para que vos possa dizer todas as coisas” .

As outras duas partes narram algumas instruções aos apóstolos, em diálogos, incluindo interpretações de caráter oculto de diversos trechos da bíblia e frases ditas em público por Jesus, e a explicação de alguns de seus mistérios, dentre eles o “Mito de Sofia”, são revelações feitas por Jesus sobre o processo de slavação da alma e a “Libertação do caos”.

Diz o livro que:

“Depois de diversos incidentes com as entidades dos planos inferiores, Jesus encontra Pistis Sophia abaixo do Décimo Terceiro Eon, seu lugar de origem. Ela estava sozinha, sem seu par e seus irmãos, triste e chorosa devido aos tormentos que o Autocentrado lhe havia infligido com a ajuda de suas emanações e dos doze eons”.

Segundo a Wikipedia:

“O mais bem conhecido dos cinco manuscritos da Pistis Sophia está amarrado com um outro texto gnóstico intitulado na encadernação “Piste Sophiea Cotice”. Este “Códice Askew” foi adquirido pelo Museu Britânico em 1795 de um certo Dr. Askew. Até a descoberta da Biblioteca de Nag Hamadi em 1945, o Códice Askew era um dos três códices que continha quase todos os escritos gnósticos que tinham sobrevivido a eliminação dessa literatura tanto no Leste quanto no Oeste, sendo os dois outros códices o Códice Bruce e o Códice de Berlim. A menos dessas fontes, tudo o que foi escrito sobre o Gnosticismo antes da Segunda Guerra Mundial é baseado em cotações, referências e inferências a partir dos escritos Patrísticos, dos inimigos do Gnosticismo, uma fonte nada neutra, onde as crenças gnósticas eram selecionadas para mostrar seus absurdos, seu comportamento bizarro e não ético e sua heresia o ponto de vista do Cristianismo Paulino ortodoxo.O texto proclama que Jesus permaneceu no mundo após a ressurreição por 11 anos e foi capaz nesse tempo de ensinar a seus discípulos até o primeiro (isto é, inicial) nível do mistério. Começa com uma alegoria fazendo um paralelo entre a morte e ressurreição de Jesus e decrevendo a descida e a ascensão da alma. Depois disso, ele prossegue descrevendo figuras importantes na cosmologia gnóstica e então, finalmente, lista 32 desejos carnais que devem ser superados antes que a salvação seja possível, sendo que a superação de todos os 32 constitui a salvação.”

www.ayltondoamaral.com.