Arquivo de Abril de 2009

Moisés e Akhenaton eram a mesma pessoa ?

Segunda, 20 de Abril de 2009

Quando se estuda ocultismo, normalmente encontramos diversas opiniões sobre determinado assunto, seja porquê existem pessoas que querem “aparecer” como novos “gurus do pedaço”, seja de teóricos que realmente tenham voa vontade, mas que estão motivados por crenças, que normalmente distorcem o pensamento investigativo e finalmente por aqueles que realmente fazem investigações da forma correta, sem paixões, ou vontade de “faturar”.

De qualquer maneira, ninguém tem provas de nada no ocultismo, apenas temos teorias, que podem ser aceitas ou não.

Recentemente alguns autores andam especulando que Moisés e o Faraó Egipcio Akhenaton são a mesma pessoa.

A teoria orrente é de que o Faraó que governava o Egito na época de Moisés chamava-se Ramsés II, também conhecido como Ramsés “O Grande”, por ter sido um dos maiores faraós da história do Egito Antigo. Segundo a maioria, Moisés foi criado como um irmão de Ramsés e era muito próximo do Faraó, até que cometeu um assassinato, teve que fugir para o deserto, lá conheceu sua verdadeira missão, que era levar o povo Hebreu para a terra prometida. Moisés então voltou para o Egito, instruído por D´us e por fim depois de diversas pragas sofridas pelo Egito, consegue levar o povo para fora do Egito. Este fato é comemorado pela Páscoa Judaica, ou seja, o “pessach”.

Bem, os detalhes estão lá no Exodo, da bíblia, é só dar uma olhadinha por lá.

Quanto à teoria de Moisés e Akenaton serem a mesma pessoa, a estória começa muito tempo antes da época de Ramsés. Quando reinou Amenhotep III, chamado o Magnífico, que havia herdado o maior império da antiguidade de seu pai, Tutmosis IV, ascendeu ao trono do Egito no ano 1411 AC. De Tebas, a capital do Império – a extraordinária cidade, a cidade das cem portas, maravilhosa, única, o centro religioso e comercial do mundo, naqueles tempos – ele cuidadosamente supervisionava e sabiamente governava seus domínios, que se estendiam do Vale do Nilo até as distantes praias do mar Negro, e do Golfo da Pérsia e do Deserto Líbio até as longínquas fronteiras da Índia. Casado com Tiy uma rainha mística, com idéias muito avançadas para e época, no entanto após ter dado várias filhas ao Faraó, finalmente após 40 anos, deu a luz a um filho varão, que iria deixar profundas marcas no Império.

Seu nome era Amenhotep IV, que futuramente iria trocar seu nome para Akhenaton, pois tinha uma devoção para um deus único, chamado Aton, que era o Sol. Akenaton dissolveu toda a estrutura religiosa do Egito, e logo, o clero dos antigos deuses antigos se rebelou, e Akenaton teve um fim que até hoje é um mistério para nós, pois como sabemos, Akhenaton brigou com todo um clero politeísta que já estava instalado no Egito há uns 3000 anos. Akhenaton tentou estabelecer um culto monoteísta, e consequentemente aquele clero que nunca deixou de ser poderoso, usou de todas as forças para derrubar aquele que tentava destruir.

Daí a teoria de que eles seriam a mesma pessoa. Moisés, um monoteista, ex nobre Egipcio que levou seu povo para onde poderia praticar o culto com calma.

A teoria diz que, como ninguém sabe o paradeiro de Akhenaton, pesquisadores teorizam que Akhenaton, ex-Faraó do Egito, fugiu para o deserto, levando aqueles que partilhavam de sua crença monoteísta.

É claro que as coincidências não ficam só por aí, pois existem diversos livros detalhando esta hipótese.

Bem, é uma teoria interessante, deixo ao critério do leitor escolher aquela que mais lhe pareça plausível.

Aylton do Amaral www.ayltondoamaral.com

As Tribos de Israel

Domingo, 5 de Abril de 2009

Mais um assunto interessante e como de costume nos meus artigos, também objeto de grande controvérsia.

As 12 tribos de Israel, foram sub-unidades, dirigidas por patriarcas, que receberam os nomes dos filhos de Jacó e de José. Na realidade, 10 das tribos receberam os nomes dos filhos de Jacó, que eram: Rúben, que era o primogênito de Jacó, Simeão, Levi, Judá, a mais numerosa, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim. As tribos originadas dos filhos de José eram: Manassés e Efraim.

O meu caro e inteligente leitor está se perguntando se eu sei contar, pois e vez de 12 tribos, eu listei 13. O leitor está corretíssimo, na realidade são 13 devido à cisão da tribo de Jose em duas, Manassés e Efraim. Segundo as escrituras, estas tribos, nem sempre foram tão amigas assim, pois de vez em quando haviam conflitos entre elas, conflitos estes, que se tornaram mais evidentes depois da morte de Salomão. Foi quando se extinguiu o Reino de Israel, e o desaparecimento inexplicavel de dez destas tribos, ficando apenas Judá, Benjamin e Levi, que constituíram o povo que hoje chamamos de Judeus, que se reorganizou depois em 3 subgrupos, conhecidos como Israel, Cohen e Levi.

Bem, o que está descrito acima é de conhecimento de todos, e assunto praticamente indiscutível para Cristãos e Judeus, no entanto, para pesoas como eu, que adoram estudar os mistérios e as contradições humanas, é aí que o assunto fica interessante, ou seja: Para onde foram estas 10 tribos ?

As escrituras dizem que estas 10 tribos seguiram para o Norte e foram derrotadas e escravizadas pelos Assírios. Esdras diz que rumaram para um lugar jamais habitado pelos homens, uma região chamada Arsareth e um dia, seriam encontradas e voltariam novamente a Jerusalém.

Humberto Eco, em seu livro Baudolino, narra sobre Eldad da tribo de Dan, que comunicou a existência de um povo na Àfrica, originário das tribos perdidas, em uma terra abençoada pelo céu onde se vive uma vida pacífica, jamais corrompida por qualquer tipo de crime, onde corre leite e mel em seus riachos. Esta região teria ficado incógnita pelo resto do mundo, devido à existência de um riacho chamado Sambatyon, que não possuia água, apenas areia se movendo por entre pedras, fazendo um barulho terrível e as pessoas que o tentassem atravesar sucumbiriam, afundando nesta mesma areia.

Uma outra teoria Interessante, fala da Caxemira, onde muitos locais têm nomes israelitas, como Har Nevo, Beit Peor, Pisga e Heshubon. Todos são nomes na terra das Dez Tribos de Israel. O mesmo acontece com nomes de pessoas e nomes de aldeias. O povo na Caxemira celebra uma festa chamada Pasca na primavera, quando acertam a diferença de dias entre o calendário lunar e o solar, e a maneira deste ajuste é similar a judaica. Há muitos livros publicados sobre o assunto. A linguagem Udu, usada na Caxemira, inclui muitas palavras em hebraico. A maioria dos habitantes da Caxemira são Muçulmanos. Apesar disso, são simpáticos com relação aos judeus e Israel. É evidente que sua origem também é um fator que os levou ao interesse no povo de Israel.

O Teólogo Alemão Hoger Kersten em seu livro “Jesus Viveu na Índia”, relata em suas viagens de pesquisa, ter detectado a presença de descendentes das tribos perdidas, desde a Turquia até a China, passando pelo Irã, Afeganistão, Paquistão e Índia. Menciona inscrições em hebraico encontradas na Índia e em aramaico no Paquistão. Este Teólogo diz também ter achado vestígios da presença de Jesus Cristo nesses lugares, mas isto é assunto para um próximo artigo.

Existem muitas lendas controversas, por isto, interessantes. Se alguém, por acaso, for a Israel, e conhecer o Museu da diáspora, lá eles vendem um CD contando diversas lendas a este respeito. No entanto, para quem não pode o não quer ir a Israel, existem diversos livros sobre o assunto.

Recomendo ao leitor, como sempre faço, a leitura com mente aberta e tratando como simples informação, pois todos nós temos as nossas crenças.