A Seita dos Assassinos

Entre os estudiosos no assunto, existe muita especulação a respeito de uma seita ou ordem secreta que existiu durante 150 anos, entre os finais do século XI e a metade do XIII, conhecida como a “Seita dos Assassinos”.
Dizem alguns, embora não haja confirmação, que a palavra “assassino”, tem origem na alcunha desta seita, pois seus integrantes consumiam Haxixe e motivados pela droga, praticavam assassinatos, ou atos terroristas sob encomenda, (sim meus amigos, o terrorismo é tão antigo quanto a humanidade) daí a palavra “Hashishin”, derivando a palavra “assassino”.
A seita dos assassinos era uma seita minúscula, no entanto bastante temida na região do Oriente Médio. Nesta época, seus integrantes, membros fanáticos, que não tinham medo da morte, fanatismo este, acredito, originado mais do vício do Haxixe, do que alguma ideologia que possa existir. Seu líder, chamava-se Hassan Sabbah, um fanático religioso, que por vezes atuava na frente de seus seguidores em ações terroristas. Hassan tinha um lema, que espelhava muito bem o princípio em que eles viviam “Nada é verdade, tudo é permitido”.
Chamada oficialmente de “Ordem dos Nizarins”, esta ordem tinha sede na fortaleza de Alamut, no norte do Irã. Obediente aos extremos rigores do militarismo, havia sido fundada no ano de 1090, quando Hassan Sabbah (1034-1124), retornara do Egito para a Pérsia onde ele nasceu. Envolvido nas lutas pelo poder entre a casa real egípcia e de Bagdá, ele decidira fundar uma ordem secreta para enfrentar os seus adversários. Para tanto, inspirou-se nos antigos rituais de iniciação adotados pelos gnósticos, com seu gosto pela ciência esotérica - a batanya - e pelo culto aos sinais secretos, só alcançados depois de muita disciplina e dedicação ao estudo. Em pouco tempo, verificou-se que Hassan Sabbah, o xeque das montanhas, criou uma teologia totalitária, onde um só deus (Alá), se fazia representar por um só Imam (um líder espiritual), e por um só representante (o próprio Hassan), com autoridade de vida e morte. Muitos reis ocidentais, e muitas ordens de cavalaria, como a dos Templários tinha ligações com esta ordem
Humberto Eco, em seu livro “Baudolino”, nos conta que a imagem desta ordem para as pessoas que estavam fora era de que seus membros possuíam mulheres extremamente formosas, que viviam em um paraíso terrestre, o que os motivava a fazer de tudo para cumprir as ordens de seu mestre e voltar correndo para a fortaleza para estar nos braços destas deusas. Infelizmente a verdade era bem diferente, pois o vício em Haxixe controlava seus corações e mentes. Isto nos leva a concluir, que o fanatismo de hoje pode ter , como inspiração, as práticas desta ordem antiga, com a diferença de que o ópio usado pelos antigos foi substituído por um fervor religioso e ideológico, com técnicas de lavagem cerebral apurada durante séculos e séculos.
Quando vemos hoje, um fanático explodindo a si mesmo e outros, podemos constatar que estas ordens estão cada vez mais competentes na arte de controlar mentes. O 11 de Setembro foi um exemplo, pois depois daquele fatídico dia, o mundo nunca mais foi e nem será o mesmo.
Aqui no ocidente, também temos nossos aprendizes de Hassan. Não é preciso procurar muito, para ver o imenso poder dos traficantes, não aqueles que estão na linha de frente, vendendo drogas, mas aqueles que os controlam, que obviamente não moram em favelas. Temos os governos tirando aos poucos, de forma imperceptível as nossas liberdades, com a desculpa de aumentar nossa segurança. Somo diariamente bombardeados por uma imprensa manipuladora, massificando determinados assuntos, para que outros que não interessam percam o foco. Líderes religiosos, que às vezes mesclam este controle, permeando entre a imprensa e a política, e finalmente aqueles, que de tão eficazes, não conhecemos ou lembramos.
Amigo leitor, você tem todo o direito de me chamar de paranóico, talvez você tenha razão, aliás, tomara que realmente você tenha mesmo razão.

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